segunda-feira, 13 de junho de 2011


Começamos errando e terminamos da mesma forma e isso tudo dói. Dói sentir culpa, dói deitar na cama e ficar repassando os diálogos na minha cabeça, dói acordar de manhã fingindo estar tudo bem. Dói sorrir sem motivo, dói olhar as horas e ver que ela continua passando e você não está aqui. Dói querer seu abraço, dói querer chorar no seu colo. Dói ouvir aquela música que me lembra você; mas como se todas já não me fizessem pensar no seu nome, não é? Dói lembrar do que foi, dói sentir saudade. Dói pedir para que seja como era e ouvir somente as lamentações do silêncio… e da sua ausência. Da saudade que fica.

Sabe o que dói? Tudo. Tem a mínima noção do quanto? Eu sei que não. Nem eu mesma tenho a noção de como é estar doendo assim. Sabe quando até respirar dói? Queima os pulmões, destrói as veias. Sabe quando nenhuma solução é boa o suficiente? Sabe quando parece que o mundo inteiro é capaz de virar as costas para você? É como se arrancasse metade de mim, como se tirassem razão, motivação. Tirassem tudo. Mas não de uma vez, tirassem aos poucos. Como se fossem me arrancando cada lágrima, uma por uma, até eu me sentir completamente invulnerável e não pudesse levantar sequer a mão, interromper qualquer fala, qualquer crítica e expor o que eu penso. Nem isso. Nem falar… só pensar. E como dói pensar, dói como fogo, arde como brasa. Invade a garganta, queima até a última borboleta penetrante no sangue e te invade de argumentos inválidos. Porque na situação em que me encontro, nem palavras, nem sentidos. E sabe… eu sei que não vai parar de doer.
E quantas vezes você já mudou de assunto só para não ter que falar sobre os seus sentimentos ?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

E esse meu sorriso idiota que surge toda vez que você vem falar comigo, mesmo sendo por uma tela de computador.